O Governo da Bahia oficializou, nesta segunda-feira, 4, a gestão de dois ícones da arquitetura militar colonial: o Forte de São Marcelo, em Salvador, e a Fortaleza de Morro de São Paulo, em Cairu.
O termo de cessão gratuita, assinado na Superintendência do Patrimônio da União (SPU), transfere a responsabilidade sobre os equipamentos para a Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA) por um período de 20 anos.
Pelo acordo, o Estado assume o compromisso de restaurar, conservar e promover o uso turístico dos espaços. De acordo com o titular da Setur-BA, Maurício Bacelar, o próximo passo será a realização de visitas técnicas para detalhar o cronograma de obras.
“Vamos desenvolver o projeto de reabertura com foco na segurança e comodidade. É mais uma ação para qualificar o Centro Antigo da capital e a Baía de Todos-os-Santos”, afirmou o secretário.
Potencial econômico
A medida encerra um período de ociosidade dos equipamentos e foi celebrada por lideranças do setor produtivo. Para Rogério Ribeiro, presidente da Abav-BA, a devolução dos fortes aos roteiros oficiais amplia o portfólio das agências de viagens. Já a presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, classificou a transferência como um “modelo de sucesso” para o desenvolvimento do setor no estado.
O superintendente da SPU-BA, Otávio Alexandre Freire, ponderou que, embora as estruturas estejam preservadas, as intervenções são necessárias para garantir a circulação do público. “As estruturas são muito boas, mas necessitam de reforma para garantir uma visitação segura, o que não deverá demandar muito tempo”, explicou.
História viva
Localizado na Baía de Todos-os-Santos, o Forte de São Marcelo é o único de formato circular remanescente no Brasil, tendo sido peça-chave na resistência contra a invasão holandesa no século XVII. Já a Fortaleza de Morro de São Paulo, na Ilha de Tinharé, foi erguida no período colonial com a missão estratégica de proteger o acesso ao sul da baía contra embarcações inimigas.


