A Bahia consolidou posição de liderança no turismo nacional. De acordo com dados do Anuário Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), o estado foi o destino mais comercializado do país em 2025, superando os concorrentes das regiões Norte e Nordeste e os tradicionais polos do Sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro.
O balanço aponta ainda que Salvador (Baía de Todos-os-Santos) e Porto Seguro (Costa do Descobrimento) estão entre as dez cidades brasileiras mais visitadas por turistas.
Para o titular da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA), Maurício Bacelar, o resultado valida a eficácia das políticas públicas direcionadas ao setor.
“Mais uma entidade importante confirma a liderança dos baianos no turismo nacional, fruto dos investimentos do Governo do Estado em infraestrutura, qualificação, promoção, diversificação da oferta de novos produtos e experiências, com ampliação da conectividade aérea”, afirmou o secretário, ressaltando que o protagonismo aumenta a responsabilidade para a busca de novos avanços.
Setor privado
O reflexo do desempenho público no setor privado é estimado em novos investimentos. Cláudio Maia, CEO da Itaparica Tour, projeta um crescimento de 40% nas vendas para 2026 e destaca o impacto socioeconômico da atividade.
“Toda a cadeia produtiva do setor fica satisfeita e vem o impacto na economia, gerando mais renda para os baianos. Esse clima é repassado aos turistas, que se sentem bem recebidos”, avaliou.
O mercado corporativo endossa a preferência pelo território baiano. De acordo com o diretor de Produtos Nacionais da FRT Operadora, Marcos Bizzoto, a procura mantém consistência histórica.
“Os resultados confirmam que os destinos baianos seguem como a principal escolha dos nossos clientes e um dos grandes motores dos negócios da empresa”, completou.
Cenário nacional
O levantamento da Braztoa revela o predomínio das viagens domésticas no faturamento das operadoras associadas. Em 2025, o turismo dentro do Brasil concentrou 78% da receita total do setor, movimentando R$ 18,6 bilhões, e respondeu por 73% do volume de embarques, o equivalente a 7,1 milhões de passageiros.
A presidente-executiva da Braztoa, Marina Figueiredo, explicou que o ranking evidencia o vigor dos destinos já consolidados e o perfil de exigência dos viajantes. Diante deste cenário, ela pontua que cabe às operadoras o papel de atualizar e diversificar os roteiros tradicionais. “A função é renovar combinações, inserindo novidades e oferecendo mais praticidade e segurança aos viajantes”, concluiu.


