A Bahia Farm Show (BFS) completa duas décadas de história em 2026 consolidada como o epicentro da tecnologia agrícola no Norte e Nordeste brasileiro.
O lançamento da edição histórica ocorreu na última semana, na Governadoria, em Salvador, em um evento que selou a união entre o poder público e as principais lideranças do agronegócio baiano.
O governador Jerônimo Rodrigues, acompanhado de secretários e representantes de instituições financeiras, destacou que a feira é o motor do desenvolvimento social e econômico do estado.
“Este é um momento de demonstrar compromisso com a inovação e a transferência de conhecimento”, afirmou o governador, que aproveitou a oportunidade para cobrar celeridade em pautas como regularização fundiária e infraestrutura para escoamento da produção.
Infraestrutura e tecnologia
Agendada para ocorrer entre 8 e 13 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, a BFS 2026 terá números superlativos. O complexo foi ampliado para 38 hectares, espaço suficiente para abrigar mais de 500 expositores e uma expectativa de público que movimentará 8 mil empregos diretos e indiretos.
O investimento total para a montagem e operacionalização do evento gira em torno de R$ 180 milhões.
Nesta edição, a modernidade não estará apenas no campo, mas na gestão do evento. A organização anunciou o uso de inteligência artificial para reconhecimento facial, monitoramento 24 horas e um aplicativo com mapa interativo em tempo real.
A sustentabilidade também ganha fôlego com o uso de veículos elétricos para a mobilidade interna e o incentivo ao debate sobre energias renováveis.
Cenário geopolítico
A importância da feira transcende as fronteiras da Bahia. O ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, presente no lançamento, ressaltou que o Brasil se posiciona hoje como um garantidor da segurança alimentar global.
Costa anunciou ainda a retomada das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do Porto Sul, obras estratégicas para reduzir os custos logísticos do agronegócio.
Para Moisés Schmidt, presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), o foco agora é a verticalização da produção.
“Estamos transformando soja, algodão e milho em produtos de valor agregado dentro do nosso estado, o que nos dá mais competitividade”, pontuou.
União do setor
Mesmo diante de um cenário econômico desafiador para o maquinário agrícola, o otimismo prevalece. O presidente da Assomiba, Maicon Crestani, revelou que o número de expositores do setor cresceu, refletindo a confiança no evento.
A feira é realizada pela Aiba, com apoio da Abapa, Assomiba e Fundação Bahia. Além das grandes transações comerciais, o secretário estadual da Agricultura, Vivaldo Gois, reforçou que o evento é vital para a capacitação técnica, beneficiando desde os grandes grupos até a agricultura familiar, preservando a singularidade biológica da Bahia — o único estado a reunir Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.


