O projeto para a retomada da Nova Hidrovia do São Francisco avançou neste sábado, 30, com a realização de uma vistoria técnica nas embarcações que vão compor a frota inicial de operações.
A inspeção foi conduzida por Carlos Luciano, chefe de gabinete da Autoridade Portuária Federal (Codeba), em cumprimento ao cronograma de ações preparatórias. O modal é considerado estratégico para o país e tem a meta de escoar 5 milhões de toneladas de cargas anualmente.
Para que as atividades operacionais comecem efetivamente, o projeto aguarda apenas a descentralização formal da gestão da hidrovia para o controle da Companhia.
O comboio inspecionado é composto por uma barca, uma chata CS, uma draga Matrinxã e o barco-hotel Cidade de Pirapora, que possui 28 camarotes e capacidade para até 80 passageiros.
Logística
Respaldada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a Codeba detalha os trâmites burocráticos junto ao Dnit e à Marinha do Brasil para o transporte seguro do comboio até Juazeiro (BA).
De acordo com Carlos Luciano, o impacto econômico direto atingirá 505 municípios.
“Nosso objetivo é fomentar o desenvolvimento regional por meio de um transporte mais econômico e sustentável, atraindo novos investimentos”, pontuou o executivo.
Para potencializar o entorno do Rio São Francisco, a Codeba também costura um Acordo de Cooperação Técnica com a Codevasf, visando ações de revitalização ambiental do leito e estudos de viabilidade econômica para o comércio regional.
Projeto
O plano de escoamento foi dividido em três fases estratégicas para garantir a conexão gradual com os complexos portuários baianos:
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Primeira fase: O transporte hidroviário ligará Juazeiro, Sobradinho e Ibotirama (BA). Desses pontos, a carga seguirá por rodovias até o Porto de Aratu-Candeias.
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Segunda fase: Conectar as cidades baianas de Ibotirama, Bom Jesus da Lapa e Cariacá, integrando o leito do rio à malha ferroviária com destino aos portos de Aratu e Ilhéus.
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Terceira fase: Previsão da expansão final do trecho navegável da hidrovia até o município de Pirapora, em Minas Gerais, consolidando o corredor logístico interestadual.


