O Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_Bahia), na Graça, vai receber a partir desta sexta-feira, 24, a 5ª edição do Abril do Artesanato Indígena.
O evento, que já integra o calendário oficial do Estado, celebra a riqueza dos povos originários com uma programação que vai além da exposição de objetos, promovendo um intercâmbio entre saberes ancestrais e a cena artística contemporânea.
A iniciativa, promovida pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esportes (Setre) em parceria com a Sepromi e Secult, busca dar visibilidade à produção cultural indígena como “presença viva e produtiva”.
De acordo com o titular da Setre, Augusto Vasconcelos, a ocupação do MAC_Bahia é estratégica.
“Mostramos que a cultura indígena é potente e essencial para pensar o nosso futuro”, pontuou o secretário.
Música e performance
A programação cultural é um dos grandes atrativos desta edição. Na sexta-feira, 24, a sonoridade fica por conta da DJ LA. Já no sábado, 25, o museu recebe a performance da artista Beatriz Tuxá, cujo trabalho dialoga com a identidade e a resistência dos povos originários através de linguagens híbridas.
Economia e ancestralidade
O coração do evento é a Feira Artesanato da Bahia – Edição Indígena. Artesãos de diversas etnias, incluindo Kiriri, Tupinambá e Pataxó, trazem a Salvador uma produção diversificada:
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Biojoias e adornos: peças que utilizam sementes e penas de forma sustentável.
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Cestaria e tecelagem: itens que carregam grafismos e técnicas passadas por gerações.
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Cerâmica e escultura: objetos de decoração e utilitários que narram histórias de suas comunidades.
Para Weslen Moreira, coordenador de fomento ao artesanato da Bahia, a feira é o resultado de uma política de qualificação contínua.
“O artesanato indígena não é apenas produto: é história e identidade materializada”, destaca.
SERVIÇO
O quê: 5º Abril do Artesanato Indígena. Onde: MAC_Bahia (Rua da Graça, 284). Quando: > * Sexta (24): 14h às 20h.
Sábado (25) e Domingo (26): 10h às 20h. Entrada: Gratuita.
Diálogo com o contemporâneo
Além da feira comercial, o público vai poder ver a Mostra do Artesanato e da Arte Contemporânea Indígena. A exposição selecionou obras que utilizam matérias-primas tradicionais em conceitos estéticos modernos, ampliando o olhar sobre a diversidade criativa dos povos da Bahia e desconstruindo visões limitantes sobre o “ser indígena” na atualidade.


